A esterilização dos alimentos é um método de conservação térmico que consiste em submeter o alimento a uma temperatura pré-determinada por um certo período de tempo, de forma a destruir ou inactivar os microrganismos e as enzimas capazes de produzirem alterações. terça-feira, 25 de maio de 2010
Processos de Conservação V - Esterilização
A esterilização dos alimentos é um método de conservação térmico que consiste em submeter o alimento a uma temperatura pré-determinada por um certo período de tempo, de forma a destruir ou inactivar os microrganismos e as enzimas capazes de produzirem alterações. domingo, 23 de maio de 2010
Processos de Conservação IV - Refrigeração e congelação
Todos nós temos, pelo menos, um frigorífico em casa mas será que sabemos como ele funciona?A refrigeração consiste em colocar os alimentos num espaço fechado em que a temperatura do ar se encontre ligeiramente superior ao ponto de congelação da água. Por outro lado, no processo de congelação, a temperatura do ar encontra-se abaixo do ponto de congelação da água, próxima dos 20 ºC negativos.
A temperatura do ar é um factor determinante para o desenvolvimento de microrganismos. As baixas temperaturas reduzem a actividade enzimática, conduzindo a uma diminuição do metabolismo microbiano. Portanto, estes processos não eliminam os microrganismos, apenas limitam o seu desenvolvimento. A congelação, por atingir temperaturas inferiores a -18 ºC, consegue a interrupção total do desenvolvimento dos microrganismos.
Estes processos de conservação tornaram-se populares por serem muito eficazes e preservarem o valor nutricional dos alimentos mas, dado que o frio não desnatura (destrói) as enzimas (proteínas que permitem acelerar reacções), assim que os alimentos forem retirados de um ambiente frio, os microrganismos podem voltar a desenvolver-se.
sábado, 22 de maio de 2010
Processos de Conservação III - Salga
Consiste na adição de sal ao alimento, cobrindo-o completamente (em concentração elevada), diminuindo ou impedindo a decomposição do alimento, quer por autólise quer por acção de microrganismos.quarta-feira, 19 de maio de 2010
Processos de Conservação II - Pasteurização
A pasteurização, método de conservação de alimentos por aquecimento, deve o seu nome (e existência) a Louis Pateur (1822-1895), cientista francês que descobriu, por volta de 1860, que ao aquecer um pouco a cerveja e o vinho, estes duravam mais tempo.Mas afinal, em que consiste?
Este processo baseia-se no conhecimento de que grande parte dos microorganismos indesejáveis existentes nos nossos alimentos não resiste a estas temperaturas, pelo que são eliminados, impedindo assim que deteriorem os alimentos, ficando estes conservados por mais tempo.
Há ainda a vantagem de que, uma vez que a temperatura é escolhida de acordo com o alimento e o(s) microorganismo(s), os efeitos secundários indesejáveis (tais como alteração do sabor, consistência, textura, etc.) são insignificantes.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Processos de Conservação I - Açúcar
A verdade é que as compotas, para além de serem um doce e delicioso meio de comer fruta, são também resultado de um método inteligente de conservação dos alimentos: a conservação por adição de soluto. Neste caso falaremos da conservação por adição de sacarose (o comum açúcar).
A criação de compotas permite criar um meio hostil ao desenvolvimento de microrganismos prejudiciais à saúde humana, conservando a fruta por períodos relativamente longos. Mas como é que a adição de açúcar impede o crescimento de microrganismos quando muitos destes utilizam exactamente o açúcar como fonte de energia para o seu crescimento? A resposta está na concentração muito elevada de açúcar nas compotas, criando uma solução hipertónica, isto é, a compota passará a ter uma concentração em soluto muito maior do que o meio interno dos microrganismos. Desta forma, a água no seu interior vai sair para o meio externo num processo designado por osmose, isto é, a água irá sempre movimentar-se para o meio de maior concentração de forma a diluí-lo e tentar manter a concentração entre os dois meios igual. Ao perder muita quantidade de água os microrganismos ficarão impossibilitados de se reproduzir e acabarão por morrer. É desta forma que podemos conservar as nossas frutas nas mais diversas geleias, doces e compotas. Esta é com certeza uma doce maneira de preservar todo aquele sabor que nós adoramos!
Processos de Conservação
Segue-se então a explicação de alguns métodos, para que servem, e quais os seus efeitos na nossa alimentação.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Processos de Confecção V - Assado
churrasqueira.Qualquer tipo de carne, mas especialmente as vermelhas, e também a maior parte dos vegetais que provêm de raízes e de bolbos podem ser utilizados neste modo de confecção: a maior parte de aves domésticas e alguns tipos de carne de vaca, porco e carneiro, bem como alguns vegetais como as batatas, abóboras, curgetes, nabo, couve-flor e pimentos são alguns exemplos de produtos alimentares que podem ser assados.
Normalmente, assar um alimento causa neste a chamada ‘Reacção de Maillard’ – reacção química entre um aminoácido e um acúçar redutor que, na maioria das vezes, necessita calor para ocorrer. Esta tem como consequências um acastanhamento da superfície do alimento, bem como um aumento no sabor do mesmo.
Se o assado for feito no forno, o ar quente circula em volta da carne, cozinhando todos os lados de igual maneira.
Como qualquer tipo de confecção, também assar requer métodos. Existem várias teorias sobre como assar a carne correctamente, tal como: baixa temperatura, temeratura elevada e até combinação das duas. Cada um destes métodos pode ser utilizado nas circunstâncias apropriadas para tal:
•
Forno a baixa temperatura (95ºC – 160ºC): é o melhor método quando se cozinha grandes quantidades de carne, perú ou galinhas inteiras. No entanto, esta não é tecnicamente uma temperatura de assado, sendo por isso muitas vezes chamado de ‘slow-roasting’. Assim, consegue-se um produto mais tenro e com menos perda de água (a temperaturas mais elevadas, como por exemplo 200ºC, a água dentro do muscúlo é perdida de uma maneira mais rápida).• Assar a temperaturas elevadas ( > 200ºC) é mais benéfico para alimentos mais pequenos, como é disso exemplo ‘filet mignon’, para que se acaba de cozinhar antes que a perda de água escape.
• Combinação de ambos os métodos utiliza altas temperaturas apenas no início ou no fim do processo de confecção, sendo por isso feito, a maior parte do assado, em temperaturas baixas. Este método produz uma textura castanha que retém a mais água que quando cozinhado a alta temperaturas o tempo todo.
O objectivo de qualquer destes métodos é reter a maior quantidade de água possível, enquanto se atinge o tipo de textura e cor desejado e,por isso, durante o assado, as carnes e os vegetais são, frequentemente, pincelados na superfície com manteiga ou óleo, a fim de reduzir as perdas de água.
Seja qual for o método utilizado, a carne é geralmente reterida do forno, antes de acabar de ser cozinhada, e é deixada por uns minutos a ‘apurar’. Embora ‘apurar’ seja uma expressão popular tem, no entanto, uma explicação química: ao retirar-se o assado do forno, deixa-se que o calor resudial contido dentro do mesmo cozinhe a carne por dentro e não apenas superficialmente.
domingo, 25 de abril de 2010
Processos de Confecção IV - Grelhado
Ao grelhar cozinha-se os alimentos submetendo-os a uma fonte de calor que tanto pode provir de uma chama directa (como no caso do churrasco), de um forno, ou até através de radiação infravermelha, sendo este método culinário (o grelhado) muitas vezes considerado como sinónimo de assar. Para grelhar os alimentos é utilizado muito frequentemente o utensílio que lhe dá nome, a grelha. Esta consiste numa estrutura de barras estreitas e paralelas feita em ferro, alumínio ou outro tipo de metal que serve de suporte para o alimento a grelhar e interface de transferência de energia entre este e a fonte de calor.Mas em que é que difere este método relativamente a outros existentes? Num grelhado, o alimento é confeccionado, contrariamente ao processo de fritura, sem qualquer tipo de adição de óleo ou gordura. Este facto está na origem de algo que todos já provavelmente ouvimos: que é sempre preferível grelhar os alimentos em vez de os fritar, já que o primeiro método é mais saudável que o segundo. Mas a verdade é que não podemos analisar os processos de confecção dos alimentos de uma forma tão linear. É certo que ao não ser adicionado qualquer tipo de óleo ou gordura os alimentos não os poderão absorver durante o processo de confecção, evitando assim que ingiramos lípidos em demasia, principalmente os lípidos/gorduras saturadas (mais prejudiciais) que se criam durante o processo de fritura.
Mas, na realidade, ainda que ao grelhar os alimentos não estejam a ser fritos em gordura/óleo isso não quer dizer que tenham menos teor em gordura após confecção. Tudo isto dependerá de vários factores: o lombo de porco frito, por exemplo, apresenta menos gordura do que se for grelhado, enquanto que, por outro lado, o carapau frito tem 3 vezes mais gordura que o carapau grelhado; o tipo de alimento determinará a absorção de gordura. Actualmente sabe-se também que quanto mais espesso for um alimento menor será o teor de gordura que reterá.Por isso, temos de ter em conta que nem tudo na cozinha é tão simples como parece. Existem algumas situações em que o grelhado pode não ser a opção mais saudável, mas na maioria das vezes é o contrário que acontece, sendo por isso uma boa alternativa ao processo de fritura.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Processos de Confecção III - Cozedura a Vapor
Além de se cozerem os alimentos pelo método tradicional (em água em ebulição, como já referido anteriormente), estes podem ser cozidos de outro modo: a vapor.- O sabor, textura e cor do alimento mantém-se, não sendo alterado ou degradado;
- A quantidade nutritiva (principalmente de vitaminas e sais minerais) é preservada, não se perdendo com o contacto com a água
- Apresenta uma cozedura rápida
- Não existe contacto com gorduras e/ou sal

Para cozer a vapor, podemos utilizar a panela de pressão, uma panela com água a ferver com um suporte para os alimentos ou estes equipamentos disponíveis no mercado, representados à direita. São, de facto, mais simples e práticos que os anteriores. Ambos utilizam energia eléctrica. Este é, então, um método de cozedura melhor que o tradicional, já que preserva, principalmente, a nossa saúde, mas também o nosso tempo. É versátil, podendo ser utilizado para cozinhar legumes, vegetais, frutas, alguns mariscos, peixe… Uma grande mais valia para o nosso dia-a-dia!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Processos de Confecção II - Cozedura
A cozedura é uma técnica da culinária que visa a preparação dos alimentos através da aplicação de calor. Este processo consiste em mergulhar os alimentos num recipiente com um líquido e aumentar a sua temperatura até ao ponto de ebulição. A fonte de calor mais utilizada é o fogão, que obtém uma chama através da queima de gás, mas também existem fogões eléctricos ou ainda placas de vitrocerâmica. O líquido tem a função de agir como interface entre a fonte de calor e os alimentos, facilitando assim a transferência de calor. O mais utilizado é a água, usada não só para transferir o calor, mas também como uma forma de transferir os temperos usados durante a confecção. A cozedura tem a vantagem de ser um processo básico e de permitir que os alimentos se tornem mais macios, facilitando a sua digestão. Porém, é um método lento e os alimentos ao serem cozidos, podem perder parte das suas vitaminas para a água. Para conservar ao máximo o valor nutritivo dos alimentos, apenas deverão ser introduzidos na água, quando esta se encontrar a ferver.
Fora da culinária, este processo pode ser utilizado como um método de esterilização de água contaminada. Ao ferver a água durante alguns minutos, elimina-se os microorganismos nela presentes que podem causar, por exemplo, cólera e disenteria.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Processos de Confecção I - Fritura
Mas afinal, o que é de facto a fritura?
Designa-se por fritura o processo de confecção de alimentos em óleo em ebulição.Ao serem imersos no óleo a altas temperaturas ocorrem reacções de oxidação, entre outras, na superfície do alimento e no óleo, devido à presença de oxigénio, resultando numa certa caramelização do alimento por fora (o que confere a textura estaladiça exterior, e macia no interior). No entanto, o aquecimento do óleo a altas temperaturas resulta também na degradação das moléculas do mesmo, os triglicéridos. Os produtos desta degradação quando ingeridos são bastante prejudiciais, sendo alguns deles mesmo cancerígenos. Assim, há vários cuidados que devemos ter, de modo a tornar este método um pouco mais saudável, e mesmo apetitoso:
• Evitar reutilizar diversas vezes o mesmo óleo;
• Conservar o óleo num recipiente fechado e longe da luz solar directa, visto que este dois agentes são responsáveis em grande parte pela degradação do óleo;
• Aquando da existência de resíduos dos alimentos fritos, removê-los cuidadosamente;
• Não adicionar óleo novo a restos já utilizados, visto que esta junção acelera a degradação;
• Caso comece a deitar fumo, é necessário mudar o óleo imediatamente, não convindo de todo comer alimentos que pudessem estar imersos.
Por fim, deixamos-vos a sugestão: hoje em dia já se encontram no mercado fritadeiras de “baixo consumo” de óleo, pois devido aos movimentos duma pá rotativa no seu interior, permite fritar os alimentos numa quantidade de óleo muito reduzida, sendo portanto mais saudável.
sábado, 17 de abril de 2010
Processos de Confecção
quarta-feira, 17 de março de 2010
Votações e Dicas da Semana
Encontra-se a decorrer uma nova votação. Estas votações, iniciadas há duas semanas atrás, vão passar a ser regulares, sempre de duas em duas semanas, para que constituam o feedback ao nosso projecto.
Na primeira semana de Abril chega uma nova iniciativa ao nosso blog. Mais tarde revelaremos tudo, esperemos que gostem.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Dicas da Semana IV - o álcool na confecção dos alimentos
Em muitas receitas e cozinhados, é usual o uso de vinho ou de outra bebida alcoólica, no seu tempero ou durante a sua confecção. Mas a questão é: será que o sabor que sentimos no prato depois de confeccionado apenas de deve aos aromas próprios da bebida ou será que ainda resta algum álcool, mesmo depois de toda a confecção?
- 15 minutos: 40% do álcool retido (não evaporado – presente na comida, depois de confeccionada)- 30 minutos: 35% do álcool retido
- 1 hora: 25% do álcool retido
- 1h30: 20% do álcool retido
- 2 horas: 10% do álcool retido
- 2h30: 5% do álcool retido
Dicas da Semana IV - a cozedura de um ovo
O processo de cozedura de um ovo tem por base a modificação da estrutura das suas proteínas. Ao cozermos um ovo, estas desnaturam-se: ’desenrolam-se’ e, posteriormente, ligam-se entre si formando uma estrutura sólida.Contudo, nem todas as proteínas existentes no ovo solidificam à mesma temperatura e daí nem sempre se obter a textura desejada. Algumas das proteínas da clara começam a solidificar a temperaturas entre 61 e 85ºC, enquanto que as proteínas existentes na gema já solidificaram a esta temperatura.
Assim, a temperatura ideal a que um ovo deve ser cozido é escolhida de acordo com os objectivos pretendidos.
Por exemplo, a 65ºC a clara ainda está bastante líquida, mas a gema já atingiu uma textura espessa e agradável. Por esta altura, já atingiu também a sua cor laranja, cor esta que se manterá.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Dicas da Semana III - Claras em Castelo
- Verificar que o recipiente e a batedeira se encontram devidamente limpos e secos;
- No caso de bater com uma varinha mágica deve-se bater primeiro um pouco com um garfo, até se obter um pouco de espuma;
As claras em castelo são um ingrediente presente em boa parte dos bolos e doces, e são usadas quer acabadas de bater, ou seja cruas, quer cozinhadas, quer com o seu sabor natural quer com outros ingredientes (geralmente o açúcar). No entanto, a maior parte de nós não sabe ao certo porque é que ao serem batidas, adquirem tanto volume. Eis porquê:
Antes de mais, é de frisar que as claras de ovo são constituídas por água (cerca de 90%), e por proteínas, minerais, glicose e lípidos (os restantes 10%), necessários ao desenvolvimento do embrião (pintainho). No caso das claras em castelo, é a enzima lisozima e a proteína ovomucina que interpretam o papel fundamental.
Ao bater as claras, bolhas de ar são incorporadas na massa, e esta é estirada em fios viscosos que vão envolvendo as bolhas. Dada a fricção entre as moléculas existentes na clara de ovo provocada pelo batimento, a lisozima perde a sua forma natural enrolada sobre si mesma, estirando-se, o que ajuda a clara a aumentar de volume. A ovomucina, por sua vez, visto que é um dos componentes responsáveis pela viscosidade da clara, permite que os agora fios de clara de ovo (que envolvem as bolhas de ar) se mantenham “firmes” no seu novo arranjo na massa, impedindo que esta escorra e volte à sua forma inicial (não esquecer que a sua composição é maioritariamente água) – daí que se diga que as claras só estão bem batidas quando se vira a tigela ao contrário e estas não caem, porque as moléculas já estão devidamente excitadas e, portanto, com a viscosidade e o forma necessárias.
E porque é que quando vão ao forno, conseguem manter a sua forma?
Levar as claras em castelo ao forno é, na realidade, e melhor forma de preservar a sua forma, uma vez que quando cruas, acabam eventualmente por perder a forma e escorrer.
Tal como a lisozima e a ovomucina, há uma outra proteína, a ovalbumina, também presente na clara, que embora seja imune à fricção provocada por batimento, não o é ao aquecimento, muito pelo contrário, é activada. Enquanto que grande parte das moléculas de água evaporam durante a cozedura (no forno), as moléculas de ovalbumina perdem a sua estrutura enrolada, desenrolando-se portanto, e coagula, conferindo à clara (isto é, aos fios envolventes das bolhas de ar) mais do dobro da consistência e resistência, mantendo no entanto a forma.
Dicas da Semana III - Lágrimas e Cebolas
Todos nós conhecemos a cebola, Allium cepa, como um ingrediente extremamente importante na nossa cozinha. As suas características particulares permitem-lhe adquirir aquele cheiro e sabor próprios a que já estamos tão habituados a encontrar, por exemplo, nos refogados.Mas também é verdade que a maioria de nós já deu consigo próprio a chorar por cortar esta planta. A capacidade da cebola de fazer chorar é extremamente útil na Natureza contra predadores, mas no caso da culinária, ainda que suportável, torna-se por vezes um pouco desagradável. No entanto, é fácil evitar essa situação se compreendermos o mecanismo que leva os nossos olhos a lacrimejar quando as cortamos.
Então como impedir que choremos quando cortamos cebolas?
Na realidade existem várias formas de o fazer. Se quisermos evitar que ocorra a formação do gás podemos antes de mais usar uma faca bem afiada já que esta provocará menos danos nas células, libertando menos substâncias.
Por outro lado, utilizando um método mais eficaz, podemos descascar a cebola dentro de água, debaixo de água corrente ou apenas humedecê-la, desta forma fazendo com que o gás libertado seja em grande parte dissolvido na água e não chegue a atingir os nossos olhos. Como medida alternativa podemos sempre usar uns óculos de mergulho ou de natação, que, ainda que não sejam muito práticos, produzirão o mesmo efeito, impedirão o gás de chegar aos nossos olhos. segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Dicas da Semana II - Batatas cerosas e farinhentas
Como nós sabemos, existem dois tipos de batatas: as cerosas e as farinhentas. As primeiras têm uma textura mais sólida e intacta, as últimas desfazem-se muito facilmente. As batatas apenas adquirem estas texturas após serem cozidas. Então, como podemos distingui-las quando ainda estão cruas?Coloque num recipiente 1 parte de sal de cozinha para 10 partes de água (por exemplo, 100 gramas de sal para 1 litro de água). Ponha as batatas no recipiente.
As batatas cerosas e farinhentas têm diferentes densidades. Quanto maior for o seu teor em amido, maior será a sua densidade. Ao serem colocadas em água, podemos verificar quais as mais densas (as que vão ao fundo) e as menos densas (as que flutuam). As batatas que ficarem no fundo são as farinhentas, as que flutuarem são as cerosas.
Dicas da Semana II - Amadurecimento dos frutos (etileno)
O etileno é um hidrocarboneto (composto formado por átomos de carbono e de hidrogénio - C₂H₄) e também uma hormona vegetal. Esta hormona é a principal responsável pelo amadurecimento dos frutos.Se tem algumas frutas muito verdes, ou no supermercado só as encontrou assim, não tem problema nenhum: à temperatura ambiente, o etileno encontra-se no estado gasoso, e está presente em toda a estrutura do fruto. Para um amadurecimento mais rápido, pode fazê-lo de duas maneiras distintas:
• Coloque-as num recipiente fechado – o gás libertado pela fruta permanecerá no seu meio envolvente, não se perdendo, o que contribui para um amadurecimento mais rápido;
• Coloque uma peça de fruta madura perto das verdes – o gás libertado pela mais madura amadurecerá as verdes mais rapidamente, devido à maior quantidade da hormona
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dicas da Semana I - oxidação dos frutos e vegetais
Existem frutos como a maça, a banana, o abacate ou o pêssego e vegetais como a batata, a batata-doce ou os cogumelos que quando são descascados e cortados ficam castanhos ao fim de algum tempo.Este acastanhamento, um acastanhamento enzimático, resulta de uma reacção de oxidação de certos compostos que existem nas células que compõem estes alimentos (fenóis) com o oxigénio do ar que é catalizada por certas enzimas – as polifenol-oxidases (PPOs) – e que dá origem a quinonas, que depois polimerizam formando pigmentos castanhos chamados melaninas. Esta reacção é ainda mais rápida em presença de ferro ou cobre; é por isso que se a fruta for cortada com uma faca ferrugenta ou colocada num recipiente de ferro ou cobre fica castanha mais depressa.
O acastanhamento enzimático é sempre indesejado?
Não. Há casos em que queremos promover as reacções de acastanhamento.
As PPOs são por exemplo responsáveis pelo desenvolvimento da cor castanha dourada das passas de uva e de ameixas e das tâmaras e figos secos ou pelo acastanhamento do café, do chá e do cacau.
Há formas de diminuir o acastanhamento das frutas e vegetais quando são expostas ao ar?
A velocidade do acastanhamento é governada pelo conteúdo em polifenol oxidases (PPOs) e fenóis (que variam de alimento para alimento), e pelo pH, temperatura e presença de oxigénio. Existem várias formas de evitar ou diminuir a velocidade com que os alimentos acastanham. A melhor forma é impedir o contacto com o oxigénio mergulhando o alimento cortado em água ou embalando-o sob vácuo. Outra possibilidade é juntar ácido ascórbico (vitamina C), na forma de sumo de limão ou de outro citrino, que é um antioxidante natural e por isso o oxigénio reage facilmente com ele, evitando que este esteja disponível para oxidar os fenóis. O ácido ascórbico tem ainda outro papel, o de baixar o valor do pH (acidificar) o que faz com que as PPO sejam menos activas e por isso o acastanhamento mais lento. Outro truque é colocar os alimentos no frigorífico porque a baixa temperatura a actividade das PPOs é menor.
